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CARREIRA

Nome completo: Paulo Henrique Costa
Apelido: Borrachinha
De: Belo Horizonte, MG Brazil
Representando: Belo Horizonte, MG Brasil
Idade: 26
Altura: 6′ 0″ ( 182 cm )
Peso: 185 lbs ( 84 kg )
Alcance: 72″

Recorde: 10-0-0
– Estréia no UFC. Performance da Noite
– Cinturão Peso Médio Vago do Jungle Fight
– Cinturão Peso Médio Vago do Face to Face

BIOGRAFIA

Paulo Henrique Borrachinha tem a força na mão de um boxeador nato, a inteligência no chão de quem nasceu nos tatames de jiu-jitsu e a explosão de quem domina bem o circuito de Artes Marciais Mistas. A inserção no universo da luta começou cedo, aos 8 anos. Borrachinha – que herdou o apelido do irmão e mestre de jiu-jítsu, Borracha – conta que brigava muito na escola e buscou o muay thai como válvula e defesa pessoal. Não demorou muito para que os tatames de jiu-jítsu surgissem como uma verdadeira paixão na dura caminhada.

Exatamente por isso, Paulo se dedicou muito e, hoje, é faixa preta na modalidade (status máximo). Tanto que os resultados vieram em forma de quatro campeonatos mineiros; e três, brasileiros. “Tive uma carreira bem vitoriosa no jiu-jítsu e, se não me engano, só perdi uma vez. Lembro-me de que fui disputar um campeonato no Rio para a seletiva em Abu Dhabi (para o maior campeonato do mundo de jiu-jítsu). Eu ainda estava na faixa roxa. Empatei com o adversário e, na final, perdi. Fiquei muito chateado. Fui ‘garfado’ mesmo, roubado. Aí falei que não queria mais saber de jiu-jítsu e ia para o MMA. Isso foi em 2012, e o MMA estava muito em voga. Tinha acabado de ocorrer o UFC Rio, com Anderson Silva e o Vitor Belfort”, lembra-se.

Foi a adrenalina que Borrachinha precisava. A decepção com a seletiva de Abu Dhabi mostrou ao lutador que, talvez, era a hora de mudar os rumos – ou melhor, sair dos tatames e encarar o octógono. E foi bem assim que as coisas começaram no MMA.

O irmão de Borrachinha, Carlos Junior Lopes Costa (mais conhecido como Borracha), 30, recorda-se de que, inicialmente, a ideia era ir ao Rio para treinar boxe e aperfeiçoar as técnicas das Artes Marciais Mistas. Foi aí que um grande amigo deu um empurrão que faltava para a caminhada. “O Hugo Leonardo (Golo) me chamou para treinar na Champion [academia da Bahia que é reconhecida como o grande berço do boxe brasileiro] e aperfeiçoar o boxe. Lá tinha um professor que poderia me ajudar muito. E eu precisava evoluir. Foi aí que conheci o Rubens Dorea. Meu chão já era bom e eu chutava bem, mas a mão ainda era bem fraca”, explica Borrachinha.

A força na mão veio com o treino e o direcionamento do “arretado” head coach Dorea. A experiência de quem começou no boxe aos 13 anos e, aos 20, já era treinador da seleção baiana de boxe fez com o que Dorea treinasse grandes nomes da categoria no Brasil. “Em 2004, tive um convite para lutar com o Minotauro no Rio. Viajei para lá e passei uma temporada na cidade. Treinei alguns atletas que faziam parte da equipe de Minotauro. Em 2005, mais ou menos, eu já treinava Rodrigo e Rogério [os vitoriosos irmãos Nogueira]. Depois, Vitor Belfort me chamou para treinar ele. Não levei muito a sério. Passei meu número e fiquei esperando ele me ligar. Fui para BH e levei quatro atletas da Bahia do boxe para treinar com Vitor. Morei em BH por um ano e meio, mais ou menos, e fui treinando ele”, conta.

Os caminhos até o UFC

Os treinos com o baiano Doera começaram, e a evolução veio rapidamente. Tanto que, após uma inscrição para o reality global The Ultimate Fighter (TUF), Borrachinha foi selecionado para participar da edição brasileira, no fim de 2013. “Decidi me inscrever, mas precisava ter três lutas, e eu só tinha duas oficiais. Consegui participar de um evento e ganhei de novo. Assim, eu me inscrevi no TUF e fui selecionado. Eu teria que entrar na categoria meio-pesado. Quando cheguei lá [no TUF], eles tinham cortado essa categoria e deixado a médio e a pesado. Isso me atrapalhou muito. Todo mundo acreditava que eu tinha muito potencial para ser campeão e acabou que, por falta de experiência, não consegui me adaptar ao estilo do programa de pesagem, que ocorria toda semana. Afetou meu psicológico também. Era processo de confinamento mesmo. Mas continuei lutando em eventos nacionais e ganhei os cinturões dos dois maiores, que são o Jungle Fight e o Face to Face”, narra.

Com a boa performance no Jungle Fight, rapidamente os olhos da organização do UFC enxergaram o potencial de Borrachinha e levaram o lutador para o maior evento de Artes Marciais Mistas do mundo. Invicto, Paulo conta que a rotina de atleta não é nada tranquila.

Paulo Henrique “Borrachinha” © 2017 Todos os direitos reservados.